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Audiência pública sobre o amianto e a saúde do trabalhador - TV Povo ::. www.tvpovo.com.br
Saúde

Cadastrada em 23/04/2018 às 16h33 - Atualizada em 24/04/2018 às 22h50

Audiência pública sobre o amianto e a saúde do trabalhador

Janio Rocha, diretos da AVICAFE fala na audiência pública. Foto: Inácio Teixeira/Coperphoto

Os Deputados estaduais Bira Coroa e Joseildo Gomes PT em suas falas enfatizaram a questão que se refere ao projeto que defendeu o deputado estadual Rosemberg Pinto, de que a Dow Química recebesse o benefício para o uso do amianto por mais 8 anos, o que foi vetado pelo Governador Rui Costa, e que agora está sobre estudo da casa civil e de entidades especializadas para a sua efetivação. Todos pedem o fim do amianto na Bahia e ponderam as possíveis modicações que virão da Casa Civil.



Para Belmiro, presidente da ABEA-Associação Baiana dos Expostos ao Amianto, fala da preservação da vida e que o amianto é uma ameaça constante e foi reforçado pelo professor Zilton Rocha que disse esperar que ninguém da Assembléia Legislativa da Bahia levante a questão que permita o uso do amianto no estado da Bahia.



Bom Jeus da Serra esteve representado pela Secretária de Saúde Romilda Oliveira (foto), que enfatizou a necessidade da parceria com a AVICAFE no sentido de juntos buscar projetos e soluções para o passivo ambiental e principalmente para a saúde da população exposta. O deputado Marcelino Galo(PT) reforçou a atitude do governador em vetar a emenda DOW, e enfatizou o descaso e desrespeito no qual a mina de São Félix se encontra, sem nenhuma forma de impedir a permanência de pessoas na área e a falta de informação sobre os perigos que o ambiente oferece à vida das pessoas.  



A CUT, representada pelo seu secretário de finanças Alfredo Santos Jr, que garantiu dizendo que o movimento sindical da Bahia defende o banimento total do amianto, e sem ressalva, o que foi endossado por Anaíldes Campos Sena, diretora de saúde do Sindquímica, perguntado, “e o prazo para vida??  Qual é o prazo que se tem para viver” e disse que os salários vultuosos antes alegados pelos que defendem a emenda DOW, e afirma que esse trabalhadores não vão poder desfrutar por falta de saúde.  



Simone Alves coordenadora da saúde do trabalhador do estado de São Paulo que falou sobre São Paulo, e sua legislação especifica, lei 12684/2017, que bane o amianto no estado, onde fechou várias empresas que usavam indevidamente, ou as escondidas a fibra de amianto, incluindo fabricantes de telhas e vasos decorativos na região de Leme no Oeste do Estado, e muitas irregularidades na região portuária e estradas paulistas, e que teve de proibir o transporte do amianto nas suas estradas.



O Dr. Martins Afonso Pena representando a ABLICOR - Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados reforça a ideia de que a troca de diafragma da DOW, traria ônus aos cofres da empresa e ao final comparando o material substituto com o amianto, esse é o único ponto negativo em relação as mudanças que a empresa teria de fazer.



Esmeraldo Teixeira, presidente da AVICAFE. Foto: Inácio Teixeira/Coperphoto



Esmeraldo Teixeira Fez uma retrospectiva da luta, que se iniciou em 2001, na sua base em Bom Jesus da Serra, mostrando aos participantes dezenas de ex trabalhadores, e viúvas e população expostas e muitos com sérios problemas de saúde e doenças relacionadas ao amianto, e na sua grande maioria sem o reconhecimento da SAMA, a principal responsável pela degradação social e ambiental na região, A SAMA chegou na Bahia, na Fazenda São Félix se instalou e ali explorou o minério e a inocência da população por cerca de 30 anos, saindo de fininho como se nada tivesse feito.   Jânio Rocha, professor e sociólogo fez um discurso poético, com sentimento profundo, apontando detalhadamente cada passo do movimento e reforçando a prioridade da militância continuar  na luta e cobrar das autoridades suas responsabilidades na permissão da exploração que esse grupo fez, deixando uma população doente,  e sem rumo em relação ao tocante à sua saúde e na recuperação do meio ambiente, salientou as decisões da justiça federal, que depois de 17 anos de um processo que ali dormia, trouxe a tona dando voz e esperança a esse povo sofrido.



Fernanda Giannasi representando a ABREA



Finalizando os debates, Fernanda Giannasi desfilou de forma cronológica e mostrou o caminho do amianto no mundo e nas trapaças empresariais e ameaçadoras covardes que eles fazem pressionando seus empregados a não entrarem na luta, e defender os interesses “econômicos” do empregador, mesmo que custe as suas vidas. Fernanda disse que caso a Casa Civil traga alguma manobra para mudar a lei que bane o amianto na Bahia, ela recorrerá a todas as instancias e se for o caso, até STF – Supremo Tribunal Federal, para anular e fazer valer a lei no estado


FONTE: Inácio Teixeira/Coperphoto - EDIÇÃO: Inácio Teixeira

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