Sábado, 30 de maio de 2020
11961087400
Saúde

04/12/2019 às 07h22 - atualizada em 04/12/2019 às 07h45

1.031

INÁCIO TEIXEIRA

Poções / BA

Uesb traça estratégias de enfrentamento à exposição ao amianto
De “mineral mágico” a “poeira assassina”. Assim é construída a trajetória do amianto em Bom Jesus da Serra
Uesb traça estratégias de enfrentamento à exposição ao amianto
Professores e alunos da faculdade de medicina da UESB visitando a ex-mina de amianto. Foto: Inácio Teixeira/Coperphoto

 



 De “mineral mágico” a “poeira assassina”. Assim é construída a trajetória do amianto, fibra mineral utilizada para isolamento térmico das máquinas e equipamentos industriais. Entre os anos de 1939 e 1967, a exploração do minério na cidade de Bom Jesus da Serra, Sudoeste da Bahia, foi responsável pela exposição das famílias, direta ou indiretamente, à substância. Os quase 30 anos de exploração provocaram problemas de saúde à população local e impactos ambientais.


Hoje, mesmo com a mineradora desativada há 50 anos, iniciativas continuam sendo realizadas para mostrar à comunidade e instituições as conseqüências geradas pela problemática nessa exploração. Para contribuir com essa percepção coletiva dos moradores da cidade sobre a ameaça à saúde produzida pela exposição ao amianto, a Uesb vem desenvolvendo, por meio do  projeto extensionista “Estratégias de enfrentamento social dos riscos produzidos pela exposição ao amianto”, no campus de Jequié, uma série de ações com as famílias afetadas.


Diversas ações integradas são realizadas com a comunidade local para dar visibilidade aos problemas causados, como as rodas de conversa para diagnóstico situacional e oficinas para discutir e sensibilizar sobre os possíveis danos sociais e de saúde. Além disso, em parceria com institutos, também são promovidas pelo projeto avaliações em saúde (anamnese ocupacional, exame físico-funcional). Em conjunto com a população, o projeto também constrói estratégias de prevenção e participação social nos processos decisórios que envolvem o município de Bom Jesus da Serra.


 


Uma das idealizadoras do projeto, a professora Thaís Brito, do Departamento de Saúde 1 (DS1) da Uesb, destaca a importância de parcerias para o sucesso das ações. Com as abordagens, além do engajamento da população, é necessário também o envolvimento de instituições parcerias, como o Instituto do Coração (InCor), o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) e a Associação das Vítimas Contaminadas pelo Amianto e Famílias Expostas (Avicafe).


Para Brito, é preciso encarar essa exposição ao amianto como um grave problema de saúde pública e ambiental. “A luta pelo fim da utilização dessa fibra, pelo empoderamento da população acerca de suas condições atuais de vida e saúde e pela redução das doenças provocadas pela mesma configuram-se um movimento político comprometido com a transformação social na busca por uma sociedade mais justa, igualitária e saudável”, defende.


Por: Mara Ferrraz/UESB



FONTE: Mara Ferraz/UESB

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

2 comentários

Ricardo

  ·  Fpolis - SC Muito interessante o projeto. Parabéns aos idealizadores e votos de sucesso na iniciativa! Em 11/12/2019 ás 13h03

Fernanda Giannasi

  ·  Sã Paulo Parabéns a esta I importante iniciativa, que conta com nosso total apoio. Em 04/12/2019 ás 08h49
Veja também
Facebook
© Copyright 2020 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium