Quarta, 05 de agosto de 2020
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Internacional

17/04/2020 às 16h31 - atualizada em 17/04/2020 às 17h02

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INÁCIO TEIXEIRA

Poções / BA

Meire e Julius enfrentado a pandemia na Holanda
Artista plástica formada em Haia, mãe solo, a brasileira Meire Vieira concede entrevista à TVPOVO
Meire e Julius enfrentado a pandemia  na Holanda
Meire tomando sol e o centro de Leiden sem gente na rua. fotos Meire Vieira/Coperphoto

Imigrante, mãe solo, fotógrafa e artista plástica formada na ACADEMIA DE ARTE MODERNA DE HAIA, esta é Meire Vieira,42 anos,  uma paranaense que vive na cidade de Leiden no sul  da Holanda desde de 2002.


Meire conta que trabalha com refugiados de guerra, onde desenvolve projetos artísticos com crianças e adultos, e que viveu  a realidade da pandeemia antes mesmo dela chegar na Holanda. Foi uma amiga que mora na Itália que fez o alerta. Disse que La na Toscana o povo já estava assustado e que ela não mais poderia sair de casa e suas saídas estavam limitadas a comprar comida e remédio.



Julius fazendo arte em casa Em menos de um mês tudo mudou, as escolas foram fechadas,  foi tudo muito rápido e chocante, pânico nos supermercados, restaurantes e cafés fechados. A Holanda usou o lockdown inteligente e as pessoas começaram desaparecer das ruas como um sopro.    Meu filho – Julius Fieret, 7 anos,  adoeceu logo no início do lockdown e até hoje, não fiquei sabendo se era ou não o novo coronavírus.


As pessoas aqui na Holanda só são testadas quando estão em estado grave. Há mais de cinco semanas que estamos em casa. Meu trabalho e a escola do meu filho  são online, nossa comunicação externa é toda por vídeo conferencia.


Nesse momento na Holanda, a que se tem registro de 3.600 óbitos, é claro sabido da sub notificação, nem todo mundo é testado e os registros de óbitos pela COVID 19 não são reais, não testam todos que morrem ou ficam doentes.  As pessoas mais atingidas são os idosos e as medidas  de segurança do governo  para esse grupo são fracas e falhas.


Mesmo assim se vê muitas pessoas na rua vivendo como se nada estivesse   acontecendo.  Meus dias  com meu filho se dividem em escola e ttrabalho online, banho de sol no jardim da casa, uma vez por semana vou ao supermercado, e posso sentir de certa  um silencio no ar, tentando indicar algo inexplicável.


Como aí no Brasil, o governo notoriamente defende as grandes empresas, e acredito que depois da pandemia, a diferença sócioeconômica será ainda maior.


Por Inácio Teixeira

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