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Educação

29/08/2017 às 22h00 - atualizada em 29/08/2017 às 22h08

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INÁCIO TEIXEIRA

Poções / BA

Professores da rede municipal seguem em greve e culpam o prefeito de Poções
Professores da rede municipal seguem em greve e culpam o prefeito de Poções
Professores se misturam com pais e alunos em culto ecumênico. Foto: Mika

A rede municipal de ensino de Poções está em greve. Por falta de diálogo com a atual administração, que insiste em desprezar a categoria, os professores de Poções seguem em greve e aguarda uma decisão do prefeito, que intransigente, não comparece aos encontros para dialogar com a categoria. Os professores cobram o salário de dezembro último, e o reajuste salarial 2017. Falta além do pagamento, a sensibilidade e o respeito para tratar os professores (as) que são os responsáveis na formação dos filhos do munícipes e futuros cidadãos de Poções. Na noite de ontem, mais uma tentativa de amenizar a agonia de quem padece com o stress causado descaso do gestor, foi realizado um culto ecumênico no Clube recreativo de Poções e nesse momento o grupo de educadores recebeu o abraço de pais e alunos que vieram apoiar o movimento e protestar contra postura do prefeito Leandro Mascarenhas que se mostra insensível e incapaz administrar o nosso município.  



Os professores de Poções compõem, notadamente, a categoria mais organizada e combativa do município. Todos os anos, já no início do ano letivo, eles se reúnem, discutem e tiram em assembleia a Pauta de reivindicações. Em alguns anos a luta é maior, mais longa. Noutros, chegam logo num consenso. Tem sido sempre assim. Mas desde 2005 nunca ficaram sem reajuste.   Desde 2008 foi instituído no Brasil o piso salarial nacional. Atualmente, em janeiro, Governo federal reajusta o valor do piso.  Em 2017 o índice foi de 7,64%. Após quase oito meses de tentativa de negociação, a categoria foi avisada pela gestão Municipal de que não adiantava mais marcar audiência com o prefeito, pois seria impossível o reajuste.  A categoria recuou e pediu ao menos, o índice da inflação que é de 6,24%.  Ainda assim o prefeito se nega a conceder o reajuste.  Lembrando que a categoria não está lutando apenas pelo reajuste. Além disso, eles querem a garantia dos direitos conquistados ao longo de anos de luta: A mudança de nível, ampliação de Carga horária, incentivos e licença prêmio que foram suspensos na atual gestão; Antecipação do 13 salário e o fornecimento dos documentos contábeis para o sindicato conduzir as negociações.


FONTE: Zezel Leite/APLB

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