Sábado, 19 de setembro de 2020
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Brasil

27/08/2018 às 09h05

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INÁCIO TEIXEIRA

Poções / BA

Boçalidade de Bolsonaro causa reação ao MPT
Boçalidade de Bolsonaro causa reação ao MPT
Imagem ilustrativa/Arte Inácio Teixeira

Em um discurso despreparado Bolsonaro disse: "Um país que tem um Ministério Público do Trabalho atrapalhando não tem como ir para frente".



Na nota divulgada neste domingo, o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, e o vice-presidente da ANPT, Helder Santos Amorim, afirmaram que as reclamações do piscicultor "não guardam qualquer relação com as atribuições" do órgão.



Classificou a declaração de Bolsonaro como "inadmissível" e que ela revela "desprezo institucional e preconceito contra os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros".



"O candidato demonstra descaso com uma das mais importantes conquistas do processo de redemocratização do país", diz a nota (leia a íntegra ao final desta reportagem).



No texto, o MPT e a ANPT destacam o combate ao trabalho escravo e infantil e trabalho pela melhoria das condições de trabalho e promoção da liberdade sindical, entre outras atividades desenvolvidas por procuradores do órgão.



Tal atuação, diz o órgão, "não raro, atraem a ira de parcela do poder econômico sem compromisso com os direitos sociais e individuais". "Lamentável é que reação dessa natureza provenha de candidato à chefia de Estado, a quem incumbe a defesa do Estado Democrático de Direito".



A nota ainda informa que o Hospital do Câncer de Barretos, visitado por Bolsonaro no sábado em ato de campanha, foi beneficiado recentemente com investimento de R$ 70 milhões provenientes de ação trabalhista do MPT contra a Shell.



Segundo o órgão, a empresa fez um acordo judicial para reparar trabalhadores expostos a produtos cancerígenos numa fábrica de agrotóxicos em Paulínea (SP). O dinheiro serviu para a construção do Centro de Pesquisa Molecular em Prevenção de Câncer e o acordo ainda garantiu atendimento vitalício a 1.058 trabalhadores vitimados. 



Esta é a idéia da AVICAFE, de fazer uma parceria com o Ministério Público do Trabalho, que parte dos recursos da decisão judicial com a SAMA venha para a construção do hospital universitário em Bom Jesus da \Serra, para o efetivo atendimento dos expostos ao amianto da nossa região.  Projeto que já está sendo discutido na esfera federal com o Ministério Público do Trabalho, com o MPF, com as Universidades públicas e privadas com campus em Vitória da Conquista(UFBA, UESB, FAINOR, FTC e FASA, com o apoio da ABREA e do DIESAT.


FONTE: IT/G1

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